Nos últimos anos muito se ouve falar sobre tornar o aborto legal no país. Até então a legislação brasileira considera legal o aborto apenas em casos de estupro ou quando a mãe corre risco de vida. Porém, desde o ano passado quando foi lançado o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, a discussão sobre torna-lo legal em outros casos entrou em discussão.
De um lado alguns defendem a legalização e de outro condenam a prática como assassinato, sob alegação de que a vida começa na concepção.
Mesmo sendo ilegal, o Ministério da Saúde afirma que mais de 1 milhão de abortos clandestinos são realizados por ano no Brasil, e as complicações do procedimento são a quarta maior causa de mortes maternas no país. Estudos da Federação Internacional de Planejamento Familiar apontam que, no mundo, 70 mil mortes ocorrem todos os anos em decorrência de complicações de aborto e nenhuma dessas mortes ocorreram em países onde o procedimento é legalizado.
Diante de tantas mortes de mulheres que no auge do desespero procuram técnicas ilegais e colocam suas vidas em risco, temos a maior polêmica do assunto: a vida de quem deve ser preservada?
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